Terça-feira, 22.11.11

Eu não possuiu o dom da palavra, confesso. Não controlo o tempo, mas os momentos que possuímos fluem de uma forma espontânea, e disso já é suficiente para me sentir orgulhoso. São instantes o tempo que partilhamos, mas incrivelmente a importância que tens para mim.
As palavras que agora te dedico não são fáceis, esforço-me para que saiam naturalmente, admito. Estas mesmas palavras o vento um dia vai levar, a tinta da caneta com que escrevo, a chuva vai apagar. Ou até mesmo o papel vai ficar velho e gasto, como nós.
Por isso, é essencial que escutes com atenção, que as memorizes e principalmente que as sintas. Preciso que saibas o quanto te amei enquanto vives-te e o quanto me fizeste bem quando me abraçavas.
Tudo se transforma, pessoas que amamos um dia partiram, árvores secarão, a casa que conheces-te em criança cairá. As cartas que escrevíamos um ao outro desapareceram com os anos.
Não importa se fique velho ou para onde viaje, não importa o quanto errei na vida ou o quanto o mundo mude, vou sempre recordar o momento em que te disse cada palavra como se fosse Presente. E o sentimento com que as escrevi e te dediquei será ainda o mesmo como se nada tivesse trasnformado, nem mesmo o tempo. Enquanto o fim não se aproxima, deixa-me abraçar-te e dizer-te o quanto preciso de ti.

    



publicado por joao às 19:26 | link do post | comentar | ver comentários (13) | favorito


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