Terça-feira, 12.07.11
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Todos falam de liberdade, todos afirmam conhece-la.
Outros vanglorizam-se de a ter em demasia, outros choram por nunca terem tido possibilidade de a conhecer.
Eu falo de liberdade com sentido de um dia vir a conhecê-la melhor. Todos os dias tomo decisões, umas mais difíceis, outros mais fáceis.
Mas eu decido segundo os valores que me foram impostos. Logo, questiono todos os dias se existe liberdade. Porque não escolho outras alternativas, outras possibilidades? É por achar que não é o correcto ou é por a sociedade nos manipular ao ponto de nos obrigar a tomar certas decisões?
Eu falo de liberdade, questiono-a por vezes, acreditando se fosse verdadeiramente livre (talvez o seja sem noção de o ser), eu seria mais feliz e escolheria não estar aqui.
Se fosse realmente livre, eu não seria assim, eu escolheria não ser assim. Talvez fosse outra pessoa, talvez mais uma de muitas outras pessoas com quem te cruzas na rua ao final do dia. 
Se existisse liberdade eu deixar-me-ia levar com o vento ou com a maré, sem quaisquer preocupações de onde me iriam levar.

 



publicado por joao às 14:13 | link do post | comentar | ver comentários (14) | favorito

Quarta-feira, 25.05.11
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"You see the smile that's on my mouth
Is hiding the words that don't come out
And all of my friends who think that I'm blessed
They don't know my head is a mess
No, they don't know who I really am
And they don't know what I've been through like
you do..."

 



publicado por joao às 18:54 | link do post | comentar | ver comentários (12) | favorito

Sexta-feira, 11.03.11
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Num dia acordei e reparei que a minha cidade estava em ruínas, não restava nada, apenas pó e lixo. E o autor de tudo aquilo tinha sido eu. Todos tinham passado por lá, todos já tinham reparado que tudo estava em ruínas, como tudo já tinha se transformado, mas eu não.

Eu ainda observava as árvores com folhas, passava horas a observar como a água corria no rio, ainda via casas com telhados, ainda recordava como as crianças brincavam nas ruas.

Mas tudo não tinha passado se um simples sonho. De uma ilusão. Uma mentira manipulada, por mim. Porque não queria ver a verdade, porque já não tinha forças para lutar mais, porque não aguentava a realidade e não era capaz de ver para além da ilusão.

Mas nessa mesma manhã, tudo mudou, acordei numa cidade fantasma, onde só se conseguia ver a destruição, onde só se ouvia o silêncio e onde reinava a raiva, a dor, a fúria e o medo.

Foi então que decidi levantar a cabeça, e olhar o céu. O sol a sorrir para mim e a lua? Essa apoiava-me e inspirava-me, enquanto que as estrelas me indicavam o caminho certo.

 



publicado por joao às 22:54 | link do post | comentar | ver comentários (10) | favorito